Vinhosidades
Conteúdo, curiosidades e dicas para aproveitar melhor cada taça.
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Primitivo
Tempranillo
Syrah
Sauvignon Blanc
Pinot Noir
Tannat
Pinot Grigio
Chardonnay
Carménère
Merlot
Cabernet Sauvignon
Malbec
Por que as garrafas de vinho têm 750 ml?
Vinho e Chocolate
Comemoração é sinônimo de espumante
O que são Taninos?
Vinho Fino x Vinho de Mesa
Quanto colocar na taça
Como segurar a taça
Tampa de rosca é ruim?
Como cortar a cápsula
Decanter
Vinho de Corte e Vinho Varietal
Tem uma sopa de letrinhas no rótulo do seu vinho?
Girar a taça ajuda a ressaltar o aroma
Sobrou vinho, e agora?
Brindando!
O consumo moderado de vinho faz bem para a saúde
Vinhos brancos e rosés podem ser feitos com uvas tintas
O vinho verde não é verde
Como armazenar vinho?
Nem todo vinho fica melhor com o tempo
Chablis, a expressão máxima da Chardonnay no mundo!
Quem é Baco?
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Primitivo

Originária da região da Puglia, no sul da Itália, a Primitivo está entre os rótulos mais famosos dos exemplares italianos.
Uma das principais características da uva Primitivo é a sua maturação precoce, o que lhe conferiu o nome “Primitivo” – uma referência à sua rápida maturação em comparação com outras variedades. Isso permite que as uvas sejam colhidas mais cedo no ciclo de crescimento, resultando em vinhos com teores de açúcar mais elevados e, consequentemente, teores alcoólicos mais altos.
Tempranillo

Oriunda da Espanha, a uva Tempranillo tem esse nome pelo fato de brotar precocemente, conseguindo amadurecer mais cedo, e consequentemente tem um ciclo mais curto. Ela apresenta diversas outras denominações ao redor do mundo. Em Portugal, é conhecida como Tinta Roriz, na Itália é chamada de Negretto e, nos Estados Unidos, ganha a denominação Valdepeñas.
Muitos amantes do vinho revelam que seus aromas estão no meio do caminho entre os da Cabernet Sauvignon e da Pinot Noir.
Seus vinhos são emblemáticos e têm grande reputação e notoriedade, tornando-se a casta símbolo da forte viticultura espanhola.
Syrah

Syrah ou Shiraz? O ponto é que elas são conhecidas de ambas as formas, e tudo depende do país. O nome Syrah é mais comum no Velho Mundo, enquanto Shiraz é a tradução australiana do nome, que também é mais usado no Novo Mundo.
As vinícolas vão estampar o nome “Shiraz” no rótulo do vinho caso a bebida seja semelhante ao estilo australiano, ou seja, um vinho de clima mais quente. Enquanto isso, o nome “Syrah” pode aparecer em rótulos nos quais o líquido seja mais parecido com os típicos franceses, ou seja, vinhos de clima moderado.
Essa uva tem uma longa história que se estende por muitos séculos e é cercada de mistérios e lendas. Uma delas diz que seu surgimento foi em Shiraz, uma cidade pertencente ao antigo império persa. As uvas teriam sido levadas para a França por imigrantes gregos, séculos antes de Cristo, ou então por cavaleiros das cruzadas, durante a idade Média.
Uma das características mais marcantes dessa fruta é sua casca, extremamente concentrada em matéria corante, tornando-a quase negra. Ela também apresenta uma elevada espessura, característica essa que permite que ela cresça com facilidade em praticamente qualquer região. Outra vantagem de ter uma casca mais grossa é que ela se torna bastante resistente ao ataque de fungos e outras pragas.
Seus vinhos, em geral, são escuros e profundos, com sabores muito complexos e potentes. Apresentam corpo médio e taninos muito amaciados. Eles são quase sempre secos e com acidez regular.
Sauvignon Blanc

Leveza, elegância e aroma refrescante são algumas das características mais marcantes da uva Sauvignton Blanc, que tem origem francesa e estabeleceu raízes nos quatro cantos do planeta.
A casta é uma das uvas brancas mais cultivadas pelo mundo, e pode produzir vinhos brancos com vários estilos, do Sauvignon Blanc mais fresco até o mais encorpado.
Sua personalidade é tão forte que, independentemente da localização em que é cultivada, a uva mantém o seu caráter e nitidez. Além disso, são considerados vinhos jovens, pois devem ser consumidos entre o primeiro e o sexto ano após a sua colheita.
Pinot Noir

Uva considerada a mais elegante é reconhecida por sua versatilidade. A casta é usada para elaborar vinhos tintos elegantes e também desempenha um papel importante na produção de espumantes, o que a torna ainda mais fascinante para os enófilos.
A Pinot Noir também é famosa pela casca fina, que contribui para sabores mais delicados e uma coloração vermelha menos intensa, tornando o contraponto da Cabernet Sauvignon. Enquanto a Cabernet produz vinhos encorpados com muita intensidade, a Pinot Noir produz tintos mais leves e com mais aromas.
Você sabia que a uva Pinot Noir é uma das mais antigas do mundo? Tem registros que datam de pelo menos 2 mil anos.
Tannat

Uva de origem francesa que, ao longo dos anos, tornou-se a mais emblemática do Uruguai, cultivada em cerca de 40% dos vinhedos da região. Por lá, a Tannat também é conhecida como Harriague, referência a Pascual Harriague, imigrante francês pioneiro em seu cultivo.
“Tan” vem de tanino, já que essa uva tem uma das maiores cargas tânicas. Quando for degustar um Tannat, espere uma explosão de sabores intensos. Um vinho com boa estrutura e que muitas vezes pede um alimento mais gorduroso para acompanhar.
Pinot Grigio

Já ouviu falar desta uva? A Pinot Grigio é considerada uma das principais uvas brancas, sendo amplamente cultivada em solo europeu, resultando em refrescantes vinhos brancos e delicados espumantes.
Vários países vêm explorando essa variedade de uva e elaborando vinhos maravilhosos. Além disso, os vinhos de Pinot Grigio são conhecidos por serem muito versáteis em relação às harmonizações.
Grigio significa cinza em italiano, fazendo referência à coloração de sua casca. Como a cor está na casca, é possível produzir tanto vinho branco como tintos de cor mais leve.
É um cruzamento genético natural entre a Pinot Noir e a Pinot Blanc. Embora seja de origem francesa, foram os italianos que tornaram esse varietal mundialmente conhecido e passaram a dominar a sua produção global. Isso faz com que muitos acreditem que a uva seja originária da Itália.
Chardonnay

A uva Chardonnay, a Rainha das Uvas Brancas, também tem origem francesa. Os primeiros registros da uva Chardonnay são do ano de 1330, e vêm da Borgonha.
Contudo, não são muitos que sabem que a Chardonnay é resultado de um cruzamento entre duas castas: Gouais Blanc e Pinot Blanc. A primeira era amplamente cultivada na idade média e a Pinot Blanc foi inserida no mesmo contexto – acredita-se que o cruzamento tenha ocorrido de forma natural.
Em meados do século XVIII, o fruto desse cruzamento, a Chardonnay, foi reconhecida como uma nova espécie de uva e não mais como uma variedade.
Essa uva de pele verde, utilizada na produção de espumantes e vinhos brancos é, provavelmente, a mais “maleável” que existe no mundo, e grande parte disso se deve ao fato de ser possível produzi-la em praticamente todo lugar do planeta.
Carménère

Oriunda da França (sim, França!), a Carménère é uma uva que se consagrou na América Latina, especialmente no Chile.
Na década de 1860 a praga filoxera chegou ao continente Europeu e devastou os vinhedos de Carménère. Por esse motivo, ao longo de muitos anos, a uva foi dada como extinta. Antes da filoxera atacar os vinhedos europeus, algumas mudas da casta já haviam sido levadas para as Américas, especialmente para o Chile. O curioso é que, durante essa migração, a Carménère foi confundida com a uva Merlot. Ambas são muito parecidas.
Somente em 1994 que esse erro foi descoberto. E então foi confirmado que algumas vinhas chilenas que a princípio eram caracterizadas como Merlot na verdade eram Carménère.
Quando jovens, as folhas das videiras de Carménère apresentam tonalidade avermelhada. Inclusive, acredita-se que a uva tenha ganhado o nome “Carménère” por este motivo, em alusão à cor carmim que a planta adquire durante seu ciclo de vida.
Merlot

A origem do nome “Merlot” é um pouco controversa, mas, de maneira geral, há um consenso quanto à sua relação com o pássaro-preto (ou merlo), chamado de merle na França. Aquele mesmo da canção de Paul McCartney.
Só não se sabe bem se a uva foi apelidada de “merlinha” (merlot) por causa de sua cor negro-azulada, como as penas da ave, ou porque é uma das preferidas do pássaro, que torna-se uma praga para os viticultores.
De qualquer jeito, sua história começa na França, embora seja, hoje uma das uvas mais cultivadas no Novo Mundo.
Suas características são: aroma intenso; nitidamente frutada, remetendo a frutas negras maduras, como ameixas e mirtilos; taninos macios e maduros; menor acidez.
Cabernet Sauvignon

A famosa “rainha das uvas tintas” é uma das mais cultivadas e consumidas do mundo e, graças à sua grande capacidade de adaptação a diversos climas e terroirs, ela ostenta esse título com facilidade e maestria.
A origem da uva Cabernet Sauvignon é a França, mais precisamente Bordeaux.
Já nos anos 90, a Universidade da Califórnia concluiu, a partir de testes de DNA, que a uva seria o cruzamento natural de outras duas cepas da mesma região: a tinta Cabernet Franc e a branca Sauvignon Blanc.
De lá para cá, a Cabernet Sauvignon foi conquistando seu espaço e, atualmente, é amplamente cultivada em diversos países. Estima-se que exista pelo menos 340 mil hectares da uva espalhados pelas regiões vinícolas de todo o mundo.
Malbec

Malbec é um tipo de uva francesa e principal variedade da região de Cahors, também presente em Bordeaux. Reza a lenda que um imigrante húngaro chamado Malbek descobriu a variedade em Cahors, sendo o nome da uva posteriormente adaptado para Malbec.
A uva Malbec chegou à Argentina no dia 17 de abril de 1853, pelas mãos do agrônomo francês Michel Aimé Pouget.
Essa data foi tão importante que, desde 2001, todo dia 17 de abril é comemorado o Malbec World Day, ou Dia Mundial da Malbec, por uma iniciativa da organização Wines of Argentina.
A combinação de altas altitudes, dias quentes e noites frias, permitem que a variedade se desenvolva de forma saudável, dando origem a vinhos argentinos de excelente qualidade.
Por que as garrafas de vinho têm 750 ml?

Você já parou para se perguntar o porquê de uma garrafa de vinho ter 750 ml e não 1 litro “redondo”? Pois é.
Muitos aventam a possibilidade de que os 750 ml tenham nascido da capacidade pulmonar dos sopradores de vidro.
Há quem diga que os produtores de vidro só eram capazes de criar espaços que correspondiam a 650 ou 750 ml de líquido quando sopravam o vidro quente para os recipientes.
Vinho e Chocolate

Posso combinar vinho e chocolate? Não só pode como deve!
Vinho e chocolate combinam bem e podem ser uma experiência sensorial única. A harmonização entre os dois pode ser agradável ao paladar e, além disso, a combinação pode trazer benefícios para a saúde.
Tanto o vinho tinto como o chocolate amargo contêm resveratrol e são ricos em polifenóis, antioxidantes que podem ajudar na renovação celular e contribuir para o bem-estar.
Dica para acertar na combinação:
Meio amargo -> Cabernet Sauvignon
Ao leite -> Merlot
Com nozes -> Syrah
Branco -> Chardonnay
Zero açúcar -> Espumante Extra Brut
Comemoração é sinônimo de espumante

O vinho espumante é associado a celebrações por vários motivos, entre eles:
Cor e bolhas: A cor dourada e as bolhas do espumante reforçam a ideia de alegria e festividade.
Tradição: A abertura de uma garrafa de espumante é um ritual de celebração.
Status: O espumante está relacionado a um status de nobreza. A bebida era oferecida na corte para comemorar um feito – daí sua associação com a nobreza. Naquele tempo, as luxuosas festas em suntuosos palácios também eram embaladas pela bebida.
Barulho: O estouro e o borbulhar do espumante lembram uma explosão na boca.
O que são Taninos?

Ao provar um vinho, você já sentiu a sensação de amarração e secura por toda a boca? Calma, a bebida não está estragada ou qualquer coisa do tipo. A resposta para toda essa amarração no paladar está na ação dos taninos. Mas o que são os taninos e qual o papel deles na preparação das bebidas?
Taninos nada mais são que substâncias orgânicas, chamadas de polifenóis, e estão presentes em plantas e frutas, inclusive nas uvas. Sua função é protegê-las de possíveis insetos, causando a sensação de adstringência. São um elemento estrutural e servem para dar corpo e complexidade ao vinho. Isso porque eles causam um certo choque na nossa boca.
Nem todo vinho tem taninos evidenciados. Na prática, o mais comum é encontrar as substâncias em vinhos tintos e, em uma quantidade menor, nos brancos.
É importante entender que o tanino não é um defeito. Muito pelo contrário. O tanino é um elemento antioxidante e faz um grande bem à saúde. Ele reforça as paredes arteriais e previne o entupimento das veias, além de reduzir o colesterol ruim e retardar o envelhecimento celular.
A característica também é fundamental para dar estrutura e longevidade ao vinho.
Um brinde ao tanino!

Vinho Fino x Vinho de Mesa

Vinho Fino
É produzido com uvas da espécie Vitis vinífera (videiras européias), como Merlot, Pinot Noir, Malbec, Tannat, Cabernet e Chardonnay. São uvas secas e bastante amargas, não indicadas para o consumo in natura. São vinhos mais elegantes, com mais álcool e consequentemente menos açúcar.
Vinho de Mesa
É produzido com uvas da espécie Vitis labrusca (videiras americanas), como Bordô, Isabel e Niágara. Essas uvas têm casca fina, alto teor de açúcar e são ideais para consumo in natura e produção de sucos. São vinhos mais rústicos, com menos álcool, mais suaves e mais doces.
Quanto colocar na taça

Recomenda-se não encher a taça de vinho. Além de ser esteticamente feio, a taça cheia impossibilita uma das etapas mais queridas da degustação: girar o vinho na taça. Fora que a bebida pode esquentar se ficar muito tempo na taça.
Tintos, brancos e rosés: até um terço do volume da taça.
Espumantes: até dois terços.
Deixar espaço facilita girar e apreciar os aromas.
Como segurar a taça

A forma correta de segurar uma taça de vinho é pela haste, que é a parte mais fina da taça que liga a base ao bojo.
Segurar a taça pela haste tem os seguintes benefícios:
- Evita sujar o bojo da taça, principalmente durante harmonizações
- Mantém a temperatura do vinho, que pode ser alterada pelo contato com a mão
Tampa de rosca é ruim?

A tampa de rosca, ou screw cap, é um vedante ideal para rótulos de consumo rápido, largamente utilizado em garrafas produzidas em vinhas do Novo Mundo.
Especialistas destacam que screw cap separa mais o ar do vinho e, consequentemente, preserva melhor seus aromas e sabores.
Além de funcionarem como ótimos vedantes, as rolhas de screw cap facilitam a abertura da garrafa e são recicláveis.
Dica: para abrir, não gire a tampa, e sim a cápsula abaixo da tampa.
Como cortar a cápsula

O modo mais prático é usando um corta-cápsula: basta colocá-lo no topo da garrafa e pressioná-lo, como se estivesse apertando o gargalo. Depois, é só fazer um movimento de “vai e vem”. A parte da cápsula no topo do gargalo sairá junto com o corta-cápsula, deixando a garrafa pronta para ser aberta.
Caso você não tenha um corta-cápsula em casa, basta segurar uma pequena faca logo abaixo do “anel” (parte mais grossa) do gargalo e girar cuidadosamente a garrafa.
Cuidado para não remover a cápsula inteira para não perder o charme da garrafa.
Decanter

O decanter é um recipiente usado para separar sedimentos e oxigenar o vinho:
- A função original do decanter é separar a borra do vinho, que é mais comum em vinhos antigos.
- Aumentar a superfície de contato entre o vinho e o ar acelera o processo de oxigenação, o que suaviza os taninos e realça os aromas.
É preciso saber: o decanter não deve ser utilizado em todos os tipos de vinhos. Conforme o processo de oxigenação acontece, as características da bebida mudam consideravelmente, e em alguns casos, isso pode prejudicá-la ao invés de ajudar.
Vinhos brancos são mais sensíveis à exposição ao oxigênio e à luz, por isso, mantenha-os longe do decanter. Já os espumantes podem perder suas borbulhas, por isso, não faz sentido decantá-los.
O decanter é recomendado para vinhos mais encorpados, com uma certa idade de evolução na garrafa. Vinhos leves e delicados não são recomendados a serem colocados em decantação.
O tempo de decantação de cada vinho pode variar. De modo geral, o recomendado é deixar respirando entre 30 e 60 minutos.
Vinho de Corte e Vinho Varietal

Vinho de Corte
Corte é um vinho elaborado com duas ou mais variedades de uva. Pode ser chamado de blend, lote ou assemblage.
Vinho Varietal
Vinho varietal é um vinho produzido com uma única variedade de uva ou com uma predominância de uma única uva. Também é conhecido como monocasta ou monovarietal.
A porcentagem de uva necessária para um vinho ser considerado varietal varia de acordo com a legislação de cada país, entre 75% e 100%.
Vinhos varietais representam o que há de melhor em cada casta de uva.
Tem uma sopa de letrinhas no rótulo do seu vinho?

Geralmente encontramos certas siglas, como DOP, DOC, IGT e outras para se referir a vinhos. Elas dizem respeito a certificações ou denominações que visam garantir a origem e a qualidade dos vinhos.
DOC (Denominação de origem controlada) ou AOC (Appellation d'Origine Contrôlée)
Esse selo garante que os vinhos são produzidos em uma região específica a partir de um método predeterminado. Apenas alguns produtores têm direito ao selo. Um dos exemplos mais conhecidos é o Champanhe: apenas podem ser denominadas assim as bebidas produzidas na região de Champagne, na França.
IGP (Indicação Geográfica Protegida)
Os vinhos que levam esse selo têm qualidade e reputação diretamente ligadas a região produtora. Ou seja, ele garante que os vinhos certificados obedecem a uma tradição produtiva, respeitando o local de origem, o modo de produção e a qualidade tradicional do produto.
IGT (Indicação Geográfica Típica)
O selo garante que pelo menos 85% das uvas são endereçadas da região tradicional e indicada, podendo o restante ficar à gosto do produtor.
DOP (Denominação de Origem Protegida)
A certificação é garantida por lei aos produtos que obedecem rigidamente a área e método de produção tradicionais. Dentro da determinação geográfica ainda estão estabelecidos indicativos de clima e característica do solo específicos.
Girar a taça ajuda a ressaltar o aroma

Provavelmente você já viu alguém girando uma taça de vinho antes de beber a bebida, isso é feito para favorecer a liberação dos aromas do vinho. Para girar a taça, deve-se fazer movimentos circulares rápidos e cuidadosos, sem muita força. Não se deve balançar o ombro e o cotovelo, e sim girar apenas o pulso, duas ou três voltas. Agora com a taça parada é hora de sentir os odores do vinho. Coloque o nariz dentro da taça por dois segundos, sinta os odores.
Deixe pelo menos 1/3 da taça vazia para ter espaço suficiente para girar.
Não se deve girar a taça de espumantes ou champanhe, pois os aromas e as bolhas são muito delicados.
Experimente!
Sobrou vinho, e agora?

Após a garrafa ser aberta, o vinho entra em contato com o oxigênio, facilitando, dessa forma, o processo de oxidação da bebida, afetando o sabor e o aroma do vinho. Portanto, para que as principais características da bebida não se alterem de maneira significativa, o ideal é não deixar o vinho aberto por muito tempo. Algumas dicas para guardar a garrafa de vinho aberta:
Usar a rolha original - A rolha original da garrafa é a melhor forma de selar o vinho. Se a rolha não quebrar, pode ser usada para vedar a garrafa, desde que não seja forçada muito para dentro.
Guardar na geladeira - O frio da geladeira desacelera a oxidação e o contato com o ar. A garrafa deve ser colocada na posição vertical, para que a superfície em contato com o ar seja menor.
O tempo de guarda de um vinho aberto depende do tipo de vinho:
- Espumante: 1 a 2 dias
- Vinho branco e rosé: até 3 dias
- Vinho tinto leve: até 3 dias
- Vinho tinto encorpado: até 5 dias
- Vinho do Porto: até 20 dias
Brindando!

Desejar a boa saúde de alguém ao se beber o primeiro gole de um vinho ou outra bebida alcoólica é uma tradição muito antiga. Uma das lendas mais populares é a que explica o ato físico de bater as taças de modo que o conteúdo de uma se mistura ao da outra. Desta forma, se uma das taças estivesse envenenada, anfitrião e convidados não sobreviveriam. Logicamente se interpreta que, neste ato, está o desejo que ambos tenham vida longa ou simplesmente, saúde!
O consumo moderado de vinho faz bem para a saúde

Essa bebida é rica em substâncias antioxidantes, como o resveratrol e pode trazer alguns benefícios para a saúde cardiovascular, aos sistemas neurológico, imunológico e endócrino, para a microbiota intestinal e para a depressão. No entanto, o consumo de vinho deve ser moderado. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo moderado de álcool equivale a uma dose padrão de 10g, correspondendo a aproximadamente 100 ml de vinho. Lembrando sempre que, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é nocivo à saúde. Além disso, o consumo de álcool não é recomendado para: Diabéticos, Gestantes, Pessoas com histórico de alcoolismo na família.
Vinhos brancos e rosés podem ser feitos com uvas tintas

Os vinhos brancos e rosés podem ser fabricados com uvas tintas, pois a cor da bebida é definida pela extração de pigmentos presentes na casca do fruto durante o processo de fermentação. Sendo assim, na hora de produzir um vinho branco, as cascas da uva não são incorporadas na fermentação. Já durante a fabricação de um vinho rosé, as cascas das uvas são fermentadas durante um curto período.
O vinho verde não é verde

Diferente do que algumas pessoas podem pensar, o vinho verde não tem essa cor. Essa bebida leva esse nome por ser produzida na região de Vinho Verde, que fica em Portugal. É possível encontrar vinhos verdes, brancos, rosados, tintos e algumas variedades de espumantes. Além disso, existem 47 castas de uvas que podem ser utilizadas na produção dessa bebida.
Como armazenar vinho?

A posição dos vinhos na horizontal evita que a rolha resseque, o que pode facilitar a entrada de ar na garrafa e deixar o vinho oxidado. Já para o espumante, a posição na vertical preserva a pressão do gás carbônico. A dica é evitar guardar as garrafas na cozinha, pois costuma ser um local com temperaturas elevadas e iluminação forte.
Nem todo vinho fica melhor com o tempo

A ideia de que todo o vinho fica melhor com o passar do tempo é bastante antiga. Contudo, atualmente, com formas de produção mais modernas, ela já não faz mais sentido. Até há algumas décadas, o mais indicado era esperar o vinho amadurecer um pouco, pois isso faria com que os taninos presentes na bebida ficassem mais macios, ajudando a deixar a experiência sensorial da degustação do vinho mais agradável e prazerosa. No entanto, hoje as bebidas já chegam ao mercado com os taninos amaciados e prontas para serem consumidas.
Chablis, a expressão máxima da Chardonnay no mundo!

É um vinho branco produzido na comuna de Chablis, que fica localizada na região vitivinícola da Borgonha, na França. Reconhecido como um dos mais elegantes vinhos brancos do mundo, o Chablis é produzido 100% com a uva Chardonnay. Um dos segredos de Chablis está no solo calcário jurássico (Kimmeridgian), com rochas que possuem uma camada de argila rica em fósseis marinhos, atribuindo à Chardonnay um caráter mineral inigualável. Por conta da composição dos solos, os Chablis estão divididos em quatro categorias: Petit Chablis, Chablis, Chablis Premier Cru e Chablis Grand Cru.
Quem é Baco?

Na mitologia romana, Baco é o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos e da folia. Apaixonou-se pela cultura da vinha e descobriu a arte de extrair o suco da fruta.
As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais: grandes festivais, regados a muito vinho. Faziam sacrifícios de cabras e porcos, pois esses animais eram considerados um perigo para as vinhas, colocando em risco também a colheita das uvas.
Diz a lenda que filhos de Baco teriam cultivado a vinha pelo mundo.
Representado por um belo rapaz de cabelos longos e corpo viril, andava sempre pronto para festas, segurando cachos de uva e uma taça de vinho e usando uma coroa de hera sobre a cabeça.
